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Aditivos, números E e INS: o que significam no rótulo

Em resumo: No Brasil os aditivos aparecem com a função e o nome ou o número INS (por exemplo “acidulante INS 330”); na Europa usa-se o número E, como E330. A maioria dos aditivos não é alergênica, mas alguns vêm de alimentos alergênicos, como a lecitina de soja, a lisozima de ovo ou os sulfitos, e então a origem deve ser declarada.

Em quase toda embalagem você encontra algo como "acidulante INS 330", "emulsificante lecitina de soja" ou, em produtos europeus, "E471". Muita gente associa esses códigos a algo "químico" ou perigoso, mas eles são uma forma padronizada de identificar aditivos autorizados.

INS no Brasil, E na Europa

Para a mesma substância, o número costuma ser igual: INS 330 = E330 = ácido cítrico.

Os grandes grupos

FaixaFunção principalExemplo
100–199Corantes160a (carotenos)
200–299Conservadores202 (sorbato de potássio)
300–399Antioxidantes, acidulantes330 (ácido cítrico)
400–499Espessantes, emulsificantes, gelificantes415 (goma xantana)
500–599Reguladores de acidez, antiumectantes500 (bicarbonato de sódio)
600–699Realçadores de sabor621 (glutamato monossódico)
900–999Edulcorantes, gases, agentes de revestimento951 (aspartame)
1000+Outros (enzimas, amidos modificados…)1105 (lisozima)

As faixas são aproximadas: há exceções dentro de cada grupo.

Aditivos e alergênicos

A maioria dos aditivos não vem de alergênicos, mas alguns podem vir. No Brasil, se o aditivo é derivado de um alimento da lista da Anvisa, isso deve aparecer na advertência ("ALÉRGICOS: CONTÉM DERIVADOS DE SOJA"). Na UE, a origem é destacada na lista.

AditivoPossível origem alergênica
322 lecitinasSoja, ovo (também girassol ou canola)
1105 lisozimaOvo
220–228 sulfitosAlergênico por si só na UE (acima de 10 mg/kg ou 10 mg/l)
306 tocoferóisPodem vir da soja (isentos de declaração na UE)
1404–1452 amidos modificadosPodem vir do trigo
471 mono e diglicerídeosEm geral de gorduras vegetais; normalmente sem origem alergênica

Se você tem alergia, o importante é verificar se o nome do seu alergênico aparece junto ao aditivo ou na advertência.

Mitos frequentes

Alguns aditivos exigem avisos. Na UE e no Brasil, produtos com aspartame devem informar que contêm fenilalanina, importante para pessoas com fenilcetonúria. Na UE, certos corantes exigem a frase de que podem ter efeitos adversos na atividade e atenção das crianças. Se algum desses avisos se aplica a você, converse com o seu médico.

Consulte um aditivo específico

Para saber o que é um aditivo, para que serve e quais as possíveis origens, consulte a nossa base de dados de números E. Os números valem também para o INS na maioria dos casos.

Como ler aditivos no dia a dia

  1. Procure a função (emulsificante, conservador, espessante): ela diz para que o aditivo está ali.
  2. Veja se a origem é informada ("lecitina de soja", "amido modificado de trigo").
  3. Confira a advertência "ALÉRGICOS": se o aditivo vier de um alergênico da lista da Anvisa, ele deve aparecer lá.
  4. Em produtos importados, os números podem vir com "E" na frente; o número costuma ser o mesmo do INS.

Como o IngrediLens ajuda

Ao escanear um rótulo pela câmera, foto, texto ou código de barras, o IngrediLens destaca os aditivos que podem estar ligados aos alergênicos que você escolheu (como lecitina de soja ou lisozima de ovo), e o app inclui um guia de números E para consultar cada aditivo. Ele lê rótulos em seis idiomas. Não é um dispositivo médico: confira sempre a embalagem.

Confira rótulos com o IngrediLens

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Perguntas frequentes

O que é o número INS?

É o Sistema Internacional de Numeração de aditivos do Codex Alimentarius. No Brasil, o aditivo aparece pela função seguida do nome ou do número INS, por exemplo 'acidulante ácido cítrico' ou 'acidulante INS 330'.

Qual a diferença entre INS e E?

O 'E' indica que o aditivo é autorizado na União Europeia. Na maioria dos casos o número é o mesmo: INS 330 e E330 são o ácido cítrico.

Aditivos com número são ruins?

Ter número significa que o aditivo foi avaliado e autorizado para usos definidos. Se você tem alergia ou intolerância, o importante é verificar se ele pode vir do seu alergênico.

Quais aditivos podem conter alergênicos?

Exemplos: lecitina INS 322 (soja ou ovo), lisozima INS 1105 (ovo) e alguns amidos modificados (podem vir do trigo). A origem alergênica deve aparecer na advertência.

Fontes

  1. Anvisa, RDC n.º 727/2022 (rotulagem, inclui declaração de aditivos)
  2. Anvisa, RDC n.º 26/2015 (alergênicos)
  3. Regulamento (CE) n.º 1333/2008 relativo aos aditivos alimentares
  4. Regulamento (UE) n.º 1169/2011, anexo II

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Sobre o autor

Escrito e mantido por IngrediLens. Cada guia lista as suas fontes oficiais; é informação geral, não orientação médica. IngrediLens em resumo: como funciona e quem faz

Informação geral, não é orientação médica. Leia sempre o rótulo do próprio produto e siga a orientação do seu médico ou alergista. Diante de sinais de anafilaxia, use a caneta de adrenalina, se houver, e ligue para o serviço de emergência.